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News

Como a tecnologia tem impactado e revolucionado a construção civil

Não é novidade que a tecnologia está cada vez mais presente na construção civil. Porém, com tantas ferramentas surgindo de forma rápida, o modo de construir está mudando e tende a sofrer mais alterações à medida que novos recursos são desenvolvidos.

A ideia é de que, com o auxílio da tecnologia, a construção seja semelhante a uma montadora de carros: com o projeto pronto, a montagem será feita a partir de material pré-fabricado. Recursos para isso não faltam. Um exemplo é a impressora 3D, que mostra um potencial de construir muito mais rápido, eficiente e barato.

Imagem: 3ders.org

Planejamento

Na hora de planejar, o que não falta é ferramenta. A realidade aumentada pode auxiliar a visualizar o projeto no ambiente real e, com o BIM (Modelagem de Informações da Construção – Building Information Modeling), que permite criar modelos virtuais de uma construção, é possível fazer uma melhor análise e otimizar recursos e processos. Como acréscimo, o uso de Big Data pode auxiliar a fazer melhores escolhas do local para construir, do material a ser utilizado e de outros fatores com base em um grande número de dados analisados.

Imagem: copybook.com

Construção

Durante a construção, já é comum o uso de drones. Por meio deles é possível visualizar áreas de difícil acesso ou acompanhar o desenvolvimento das obras.

Imagem: engineering.com

Outro recurso tecnológico que pode mudar a construção civil é a inteligência artificial. Já existem pesquisas com robôs autônomos capazes de manipular materiais e montar estruturas com precisão, como o In situ Fabricator, desenvolvido por pesquisadores da Suíça.

Imagem: http://robohub.org

Há, ainda, os prédios inteligentes, os quais requerem adaptações na hora da construção, como a instalação de sensores em locais estratégicos. O desenvolvimento de novos materiais, como os que auxiliam o controle da temperatura nos ambientes e o uso de materiais sustentáveis, por exemplo, também contribuem para uma mudança no ramo da civil.

No mercado, o objetivo é construir de forma rápida, com baixo custo, boa qualidade e que agrade o cliente. Por isso, ganha mais espaço quem souber aplicar os recursos tecnológicos a seu favor. Assim, a tendência é de que os trabalhadores da área de construção civil (engenheiros, mestre de obras, arquitetos, etc.) compreendam as ferramentas digitais para aplicá-las com eficiência. De modo geral, a tecnologia pode auxiliar e modificar o processo de construção e contribuir para aumentar a qualidade de vida de forma sustentável, adaptando-se às necessidades da população. (Blog da Engenharia)

Dicas

Pequenas obras vão impulsionar venda de material de construção

Banco espera que a produção de insumos aumente 8% este ano

As pequenas obras e reparos feitos em casas e apartamentos aumentaram a demanda por materiais de construção para acabamento, como tintas e azulejos, o que fará a produção desses insumos registrar o primeiro crescimento após quatro anos de queda.

Sem a retomada das obras de infraestrutura e os novos empreendimentos imobiliários ainda patinando, será essa “construção formiguinha” que salvará o setor este ano. Estudo do banco Santander mostra que a alta na produção será de 8%, após queda de 3,3% no ano passado. O maior tombo do período foi em 2015, com recuo de 12,5% na produção desses itens.

— A produção industrial do setor se recupera pela venda de materiais de construção para reforma e reparos e, em menor magnitude, os lançamentos. Este é o último setor industrial a mostrar uma recuperação — afirmou Rodolfo Morgado, economista do banco Santander.

Vendas cresceram 9,2%

Pelos dados do IBGE, todos os segmentos industriais apresentaram alta no ano passado, sendo que o que se recuperou com mais força foi o de bens duráveis. Isso fez a produção industrial crescer 2,5% em 2017. Agora, com a continuidade da retomada econômica, que chega aos poucos ao setor de construção, a alta da produção industrial deve chegar a 4,7% neste ano.

Nesse processo, as vendas se recuperaram primeiro. A alta foi de 9,2% em 2017, mas, como os estoques estavam altos, a retomada da produção demorou mais. A justificativa para o melhor desempenho de materiais de construção são os juros mais baixos, a inflação sob controle e o aumento do emprego.

Paulo Janousek, diretor superintendente da Tintas Hidracor, do Grupo J.Macêdo, percebeu essa melhora na demanda de insumos, em especial no Nordeste.

— É uma demanda ainda relacionada à manutenção e à reforma de novas construções. Isto estava parado, porque não é um gasto essencial no orçamento. É um gasto que só acontece quando as famílias estão mais confortáveis em termo de renda — disse.

A empresa, localizada na Grande Fortaleza (CE), contratou cerca de 90 funcionários nos últimos meses para atender ao aumento da demanda. A retomada está um pouco mais lenta nas vendas para o segmento de empreendimentos imobiliários, mas o executivo acredita que o setor também vai se recuperar esse ano.

A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) acredita que o faturamento do setor vai crescer 8,5% no ano. Em 2017, o faturamento foi de R$ 114,5 bilhões. (Agência O Globo)

Dicas

Conheça os principais riscos nas obras

Veja como evitar os principais acidentes que acontecem no canteiro de obras.

A construção civil é um dos principais setores da economia nacional. Ela movimenta bilhões de reais no Brasil todos os anos, empregando milhões de pessoas e sendo primordial para que o país avance em infraestrutura. Contudo, com toda essa dinâmica, surge um problema corriqueiro nas obras espalhadas pelo país: os riscos de segurança que os operários enfrentam durante a construção de empreendimentos. O número de acidentes no setor é alto e muito se deve à falta de equipamentos de segurança, necessários, adequados e exigidos por lei. Conheça os principais riscos na obra e como evitar o pior.

1) Quedas

Um dos principais problemas enfrentados na construção civil é a queda de nível. Os acidentes desse gênero, quando são superiores a cinco metros, geralmente são fatais. Isso se deve à falta de equipamento primordiais, como ancoragens e cintos que evitam a colisão com o chão, além de plataformas e andaimes mal estruturados ou defasados.

Engana-se quem pensa que apenas em edifícios isso acontece: há demolições que também podem causar graves acidentes. Para que não haja problemas, além do equipamento necessário para garantir a segurança do trabalhador é preciso que haja um treinamento de acordo com a Norma Regulamentadora 35 (NR-35), que dispõe sobre atividades em altura superior a dois metros.

2) Ruídos

Outro fator extremamente nocivo à saúde do trabalhador são os ruídos em excesso. Uma longa exposição pode causar danos irreversíveis ao operário, principalmente aqueles que trabalham próximos a máquinas que geram uma quantia excessiva de decibéis. Há outro fator que pode contribuir para esse risco iminente na obra: a exposição a produtos químicos – sejam metais, gases ou solventes.

Existe até um termo para esse tipo de situação: a Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional. A NR-15 dispõe sobre o período que o trabalhador pode ficar exposto. O limite de tolerância mínimo é de 8 horas com 85 decibéis; o máximo é de 7 minutos com 115 decibéis.

3) Eletricidade

A parte elétrica de uma obra é um risco que muitos operários enfrentam e, se não estiverem equipados de forma adequada, podem sofrer com acidentes fatais. Mas, o principal risco está em exposição a redes elétricas próximas a construção ou fios de eletricidade expostos dentro da própria obra. Por isso, é preciso de uma análise minuciosa antes de qualquer procedimento perto de locais que podem causar choques elétricos nos operários. Para quem trabalha com isso, é preciso certificado NR-10.

4) Quedas de objetos

Um canteiro de obras não para e por isso é necessário a utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI), principalmente para evitar que o operário se lesione seriamente caso algum material cair. Mais do que isso, o canteiro deve conter sinalização de locais com risco de queda de objetos, evitando que acidentes mais graves aconteçam. Para isso, há os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), como plataformas que impedem que os dejetos atinjam quem está no nível inferior de onde está sendo construído.

5) Uso de máquinas

Quem opera máquinas, como guindastes, retroescavadeiras, entre outros, precisa de um treinamento específico (NR-12) para que seja possível garantir a segurança acima de tudo. Não é incomum que a imperícia ou negligência no uso de máquinas cause acidentes, visto que muitas vezes alguns equipamentos podem se desprender ou até içar o mecanismo.

6) Fogo

O fogo é algo extremamente perigoso num canteiro de obras, mesmo que ele seja utilizado para soldas ou outros tipos de serviços. O Ministério do Trabalho e do Emprego (TEM) proíbe efetivamente a queima de qualquer material no canteiro de obras. Além da imprudência em fazer fogo onde não se deve, este tipo de problema pode surgir de instalações elétricas malfeitas, falha em máquinas e explosão de produtos inflamáveis.

Por isso, um canteiro deve ter todas as medidas de segurança para evitar esse problema, incluindo extintores e acesso a rede de distribuição de água (mas, atenção: não se deve utilizar água se o fogo decorrer de problemas elétricos).

7) Produtos químicos

Quando falamos de produtos químicos nos referimos a uma quantidade considerável de materiais utilizados até em pequenas obras – como cal e cimento. Há, ainda, outros materiais altamente tóxicos e que podem causar sérias queimaduras e até corrosão de partes do corpo. É preciso utilizar EPI específico para realizar este tipo de trabalho, principalmente com metais e gases.

8) Transporte incorreto de materiais

A dinâmica de uma obra muitas vezes faz com que a movimentação de materiais de um lado para o outro cause graves acidentes. É preciso fazer esse procedimento da maneira padrão, utilizando EPI e, se possível, com o auxílio de máquinas. Alguns riscos podem até não ser fatais, mas causam sérios problemas, como queda de objetos pesados sobre um membro ou problemas de coluna devido a longas jornadas de carregamento.

9) Buracos e poços

Para fazer a fundação de um edifício é necessário escavar, criando buracos que muitas vezes podem chegar a profundidades fatais para quem cai. Para evitar isso é preciso tapar os locais que apresentam risco iminente ao trabalhador, bem como a sinalização do local.

10) Pressa

Sim, a pressa é a inimiga da perfeição, já diria o ditado. Quanto mais os operários precisarem trabalhar para cumprir prazos ou receberem bonificações para cumprir metas quase inalcançáveis, isto poderá comprometer a saúde do trabalhador e ainda causa acidentes fatais, como os descritos acima.

11) Fatores pessoais

O que mais causa acidentes e óbitos em obras são fatores do próprio operário. Isto porque todos os itens listados acima podem se dar através de treinamento inadequado, falta de equipamentos fornecidos pela empresa construtora ou meramente fatalidades que não temos como evitar. Porém, se o funcionário não tiver a atenção redobrada em situações de risco, isto pode decorrer de problemas que poderiam ser evitados caso ele se comprometesse com a própria segurança. Por isso, um bom treinamento e até mesmo punições por atividades indevidas devem ser exploradas por quem está gerindo a obra.

Garanta a segurança da sua obra

Os riscos sempre existirão no canteiro de obras. Mas, é possível diminuir ao máximo a estatística de acidentes que debilitam, invalidam ou até matam os trabalhadores da construção civil. Para que nada disso aconteça, o treinamento adequado, sinalização em todos os setores, utilização dos equipamentos de segurança e alguém responsável pela segurança dos trabalhadores são indispensáveis. Assim, sua obra continua sendo um local que emprega e dá esperança de uma vida melhor a todos os funcionários. (Papo de Engenheiro)

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