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55,6% dos empresários de materiais de construção veem cenário regular em maio

Os empresários do setor de materiais de construção acreditam que as vendas devem mostrar comportamento regular no mês de maio. Entre os entrevistados pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), 11,1% estimam bons resultados no mês, enquanto 55,6% disseram que o período deve ser regular e 33,3% assinalaram o mês como ruim.

A leitura para o mês é melhor do que a avaliação de abril, quando a observação “bom” contou com 11,1% dos entrevistados. O quarto mês do ano foi considerado regular por 50,0%, enquanto 22,2% definiram o período como ruim. Uma fatia de 16,7% disse que abril foi muito ruim.

“A questão política, ainda confusa, é a principal responsável por essa continuidade do pessimismo entre os empresários da indústria de materiais de construção. Esse mau humor deve continuar por alguns meses após a definição do impasse político”, afirmou o presidente da Abramat, Walter Cover.

Mesmo no caso da adoção de esperadas políticas públicas de incentivo à demanda, o executivo disse que haverá um lapso de tempo para o mercado reagir. “A retomada do crédito, inclusive o financiamento imobiliário, é o principal vetor para mudanças rápidas no consumo das famílias e investimentos dos empresários”, acrescentou.

A Abramat informou também que, em abril, 5,6% das empresas tinham boas expectativas quanto às ações do governo para o setor da construção civil nos próximos 12 meses. A avaliação de 66,7% dos entrevistados foi de pessimismo nesta questão, enquanto os outros 27,8% revelaram indiferença.

O resultado apresentou queda do otimismo, que estava em 20% em março. Em igual mês do ano passado, a taxa também estava em 6%. O histórico de pessimismo subiu frente aos 45% de março, mas ficou quase estável ante os 56% em abril do ano passado.

A sondagem da associação indicou também que, na média, 39% das indústrias de materiais pretendem investir nos próximos 12 meses. O resultado representou uma piora em relação a março, quando a intenção relatada era de 45%. Em igual mês do ano anterior, o indicador estava em 41%.

O mês de abril apresentou queda na utilização da capacidade industrial, atingindo 68% na média das empresas, contra 70% do mês anterior. O indicador estava em 76% no mesmo mês de 2015. (Agência Estado)

Mercado

Abramat estuda revisar estimativa de contração do setor para 7% em 2016

A Abramat deve esperar o resultado de abril para fazer a nova projeção

O setor de materiais de construção pode ter um ano de 2016 pior que o esperado. Após decepção com as vendas no primeiro trimestre, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) está revisando a projeção para o ano, estimada anteriormente em contração de 4,5%, e o presidente da instituição, Walter Cover, já admite uma queda de 7%, em termos de faturamento real.

“A queda foi pior que a esperada e estamos hoje com uma retração de 17% no primeiro trimestre ante igual período do ano passado. A expectativa era de recuo de 12% neste começo de ano”, disse o executivo ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado), durante o evento ConstruBR 2016. Para ele, grande parte dessa queda se deve a incertezas resultantes do ambiente político e econômico no País. “As pessoas estão postergando reformas e evitando entrar em financiamento imobiliário por causa da insegurança”, acrescentou.

A Abramat deve esperar o resultado de abril para fazer a nova projeção. “É neste mês que a tendência pode começar a mudar, com uma redução dessa diferença”, afirmou Cover. O executivo explicou que os três primeiros meses do ano passado haviam registrado vendas positivas e, com isso, a base comparativa estava muito elevada. Ele lembrou que, em 2015, o setor teve uma contração real de 12% e a baixa foi ainda pior de abril a dezembro.

Para Walter Cover, mesmo com a revisão da projeção para 2016, o ano deve ter queda menor que 2015, por causa de diminuição de importações e substituição por compras internas, diante do dólar valorizado. Além disso, o executivo apontou que a inflação está se enfraquecendo e há uma perspectiva de melhoria na percepção de renda entre os brasileiros, a partir do segundo trimestre. “Observamos também uma redução no ritmo de desemprego, o que dá sinal de que estamos saindo do fundo do poço nesse quesito”, acrescentou.

Novo governo

O presidente da Abramat também confia no efeito positivo de um desfecho da crise política. “Com o desfecho político, de um jeito ou de outro, há o elemento subjetivo de esperança de retomada da economia. Muda o clima das pessoas, o que pode ajudar um pouco”, acrescentou.

No caso de um novo governo, decorrente do eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff, o executivo disse que a gestão federal terá de aplicar uma política expansionista. “É difícil imaginar fontes de financiamento, mas sabemos que a economia brasileira sem crédito não cresce. O governo vai ter de encontrar meios para oferecer crédito imobiliário, para reformas etc.”, afirmou.

Walter Cover disse acreditar que os programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, devem ser mantidos, pelo menos, por enquanto e, no curto prazo, não têm risco de serem encerrados.

O executivo evitou descrever se o cenário base para o setor inclui ou não a permanência de Dilma na presidência, mas afirmou que notícias e indicadores apontam para o enfraquecimento da presidente. “Em todos os cenários, trabalhamos com uma perspectiva de melhoria da construção com o desfecho da crise política”, disse. (Agência Estado)

Mercado

Abramat estuda revisar estimativa de contração do setor para 7% em 2016

A Abramat deve esperar o resultado de abril para fazer a nova projeção

O setor de materiais de construção pode ter um ano de 2016 pior que o esperado. Após decepção com as vendas no primeiro trimestre, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) está revisando a projeção para o ano, estimada anteriormente em contração de 4,5%, e o presidente da instituição, Walter Cover, já admite uma queda de 7%, em termos de faturamento real.

“A queda foi pior que a esperada e estamos hoje com uma retração de 17% no primeiro trimestre ante igual período do ano passado. A expectativa era de recuo de 12% neste começo de ano”, disse o executivo ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado), durante o evento ConstruBR 2016. Para ele, grande parte dessa queda se deve a incertezas resultantes do ambiente político e econômico no País. “As pessoas estão postergando reformas e evitando entrar em financiamento imobiliário por causa da insegurança”, acrescentou.

A Abramat deve esperar o resultado de abril para fazer a nova projeção. “É neste mês que a tendência pode começar a mudar, com uma redução dessa diferença”, afirmou Cover. O executivo explicou que os três primeiros meses do ano passado haviam registrado vendas positivas e, com isso, a base comparativa estava muito elevada. Ele lembrou que, em 2015, o setor teve uma contração real de 12% e a baixa foi ainda pior de abril a dezembro.

Para Walter Cover, mesmo com a revisão da projeção para 2016, o ano deve ter queda menor que 2015, por causa de diminuição de importações e substituição por compras internas, diante do dólar valorizado. Além disso, o executivo apontou que a inflação está se enfraquecendo e há uma perspectiva de melhoria na percepção de renda entre os brasileiros, a partir do segundo trimestre. “Observamos também uma redução no ritmo de desemprego, o que dá sinal de que estamos saindo do fundo do poço nesse quesito”, acrescentou.

Novo governo

O presidente da Abramat também confia no efeito positivo de um desfecho da crise política. “Com o desfecho político, de um jeito ou de outro, há o elemento subjetivo de esperança de retomada da economia. Muda o clima das pessoas, o que pode ajudar um pouco”, acrescentou.

No caso de um novo governo, decorrente do eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff, o executivo disse que a gestão federal terá de aplicar uma política expansionista. “É difícil imaginar fontes de financiamento, mas sabemos que a economia brasileira sem crédito não cresce. O governo vai ter de encontrar meios para oferecer crédito imobiliário, para reformas etc.”, afirmou.

Walter Cover disse acreditar que os programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, devem ser mantidos, pelo menos, por enquanto e, no curto prazo, não têm risco de serem encerrados.

O executivo evitou descrever se o cenário base para o setor inclui ou não a permanência de Dilma na presidência, mas afirmou que notícias e indicadores apontam para o enfraquecimento da presidente. “Em todos os cenários, trabalhamos com uma perspectiva de melhoria da construção com o desfecho da crise política”, disse. (Agência Estado)

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